Incêndio no edifício Joelma completa 48 anos



Quando cobramos e ressaltamos a importância de edificações seguras, com saídas de emergência e sistemas de combate a incêndios, muitos talvez não saibam o histórico que está por trás disso, gerando tamanha preocupação.

Para os paulistanos, a resposta pode ser encontrada há 47 anos atrás. Mais precisamente, no dia 1 de fevereiro de 1974, quando um curto-circuito em um ar condicionado deu origem a um dos maiores incêndios da história do nosso país. O incêndio no Edifício Joelma.

As proporções que o incêndio tomou, em pouquíssimo tempo, levando a morte de mais de 180 pessoas e deixando outras 300 feridas, abriram espaço para a discussão quanto ao tipo de segurança instalada no prédio. Na época, ficou comprovado que ele não possuía portas corta fogo, o que justificou a rapidez com que as chamas se espalharam, dificultando o trabalho dos bombeiros, que não dispunham de equipamentos suficientes para efetuar o combate necessário.

O descaso com a construção do Joelma foi tanto, que o engenheiro, o gerente da empresa de ar condicionado e mais três eletricistas foram condenados por crime por omissão, imperícia e negligência, mesmo sem o fogo ter sido provocado, deliberadamente, por ninguém.

O caso, mais do que qualquer outro, já visto na época, trouxe a tona a questão do quão seguro e preparados estavam nossos edifícios para situações como essa. Desde então, ganhou extrema importância o uso de sistemas de combate a incêndios em edificações e qualquer ambiente fechado e aglomerado de pessoas. Eles agem, mais do que protegendo o patrimônio, assegurando o bem-estar daqueles que ali residem.

Em 1974, estas exigências não eram consideradas prioridade na construção de edificações, o que fez com que o Joelma fosse palco de cenas que ficarão na história da cidade, para sempre.

RELATO

As chamas espalharam-se rapidamente pelos demais pavimentos em razão da grande quantidade de materiais inflamáveis e da falta de regramentos preventivos ligados a incêndios que não eram obrigatórios à época como escadas de emergência, brigadas de incêndio ou plano de evacuação.

No início do sinistro, muitos conseguiram fugir pelos elevadores, até que estes pararam de funcionar e também provocaram várias mortes, a escada foi rapidamente tomada pela densa fumaça, impedindo a fuga dos ocupantes, que ao invés de descerem, começaram a subir, na esperança de serem resgatados no topo do prédio, crendo na existência de um heliponto, porém, encontraram apenas uma laje com telhado feito de amianto.

Aí então começou a atuação heroica de Policiais Militares, no momento em que todas as esperanças desaparecem e os riscos são extremos, destacam-se os fortes de caráter, os destemidos, e os corajosos, que conhecem o perigo e mesmo assim não deixam de atuar e avançar!

Às 13h30, todos os sobreviventes haviam sido resgatados. Dos aproximadamente 756 ocupantes do edifício, 191 morreram e mais de 300 ficaram feridos….





Fonte: Tecnodefesa/Bucka


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